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domingo, 18 de abril de 2010

Iluminação Comercial





O desafio de eliminar o risco de acidente elétrico


O objetivo de todo sistema de iluminação é proporcionar um ambiente visual adequado para realização das tarefas executadas pelos usuários do espaço. Ou seja, a luz deve ser fornecida e direcionada à superfície de trabalho para que os ocupantes destes ambientes tenham condições de desenvolver suas atividades com conforto e segurança.
Quando se trata de loja , a agressividade comercial por parte dos empresários tem feito com que eles busquem cada vez mais as estratégias de marketing, e uma das ferramentas tem sido a iluminação artificial. Como podemos observar em algumas lojas, especialmente de centros comerciais, são usados efeitos cenográficos a fim de criar ambientes propícios às vendas.
Iluminar estes espaços, nos últimos tempos, tem sido verdadeiro desafio para os arquitetos e lighting designers, porque esta tarefa requer elevado grau de conhecimento, com base nos critérios fundamentados na luminotécnica e em conceitos arquitetônicos. Além disso, é preciso atender às normas de instalações elétricas vigentes, objetivando a eliminação de riscos de acidentes com a eletricidade e com os equipamentos.

As vitrines devem ser tratadas de tal forma que sejam capazes de chamar a atenção do cliente,
despertar a sua curiosidade e, consequentemente, atraí-lo para o interior da loja. Para este fim, a utilização de luz cênica tem trazido bons resultados, no entanto, é necessário muita atenção e critério ao especificar os fachos das fontes de luz, de forma que o resultado seja o de criar volumes, ressaltar formas, criar sombras e ter toda a área de interesse iluminada.
Quando se trata de lojas situadas em locais privilegiados pela luz natural, deve-se buscar alternativas para controlar a incidência da luz natural nas vitrines, a fim de evitar reflexos que possam prejudicar a visualização dos produtos. Caso contrário, o projeto poderá exigir a instalação de equipamentos de elevadas potências na vitrine, para promover o equilíbrio entre as quantidades de luz natural e artificial.
Há que se considerar também, que a quantidade de luz natural oscila bastante no decorrer do dia, e que em determinados horários, a contribuição é muito elevada. Por este motivo é aconselhável que o lighting designer tire partido de elementos de sombreamento, atenuando a intensidade de iluminação natural nos locais de interesse.
Para lojas situadas nos interiores dos edifícios, como shoppings e galerias, recomenda-se trabalhar com sistemas dimerizáveis que possibilitem a variação de potência nas lâmpadas, dando ao projeto flexibilidade de efeitos. Nos casos em que o projetista recorre a efeitos cenográficos, devem ser utilizados equipamentos que assumam o controle da luz, de acordo com efeitos programados.
De um modo geral, o nível de iluminação das vitrines deve ser alto, e as lâmpadas devem ter IRC e temperatura de cor adequado a cada necessidade. O termo IRC, índice de reprodução de cor, refere-se à capacidade de uma lâmpada reproduzir a cor do objeto iluminado, e temperatura de cor indica a "brancura" da luz. Algumas temperaturas de cor bastante comuns são: 2800K (incandescente), 3000K (halógena), 4100K ( fluorescente branca fria) e 5250K (fluorescente luz do dia).

Luz com segurança

Ao observar as lojas, é fácil constatar a grande quantidade de lâmpadas halógenas utilizadas na iluminação geral, de contorno e destaque. Estas peças são escolhidas pela facilidade de instalação, pela sua luz brilhante e alto índice reprodução de cor.
Muitas dessas fontes de luz são alimentadas em EBT - extra baixa tensão ( tensão inferior a 50V ), como é o caso das AR111 e das dicróicas, que são especificadas na potência de 50W, em 12V. A facilidade de utilização, principalmente em vitrines, onde o transformador pode ser alojado remotamente, oferece certo nível de segurança. Apesar disto, não é dispensável a observação às normas, que exigem o uso de equipamentos de proteção (ABNT NBR 5410 5.1.3.2.1.1 , de 1997).
O uso de dispositivos de proteção à corrente diferencial-residual nominal I n igual ou inferior a 30mA é reconhecido como proteção adicional contra choques elétricos. Esta proteção provida pelo uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade, visa a atender casos como os de falha de outros meios de proteção e de descuido ou imprudência do usuário (ABNT NBR 5410, pág.49).
A regulamentação obriga o uso do interruptor diferencial residual (DR). Este dispositivo não é um disjuntor, e sua função principal é proporcionar proteção pessoal contra faltas à terra, evitando choques elétricos, e proteção de patrimônios, uma vez que correntes para a terra de 500mA podem gerar arcos, faíscas e provocar incêndios.


Fonte: Lume Arquitetura

Um comentário:

  1. Boa tarde,
    Muito interessante seu blog. É muito bom ver profissionais de iluminacao tratando do assunto como deve ser tratado. Como uma alternativa para seus projetos e mesmo a nivel de curiosidade, acesse nosso site, www.sunoptics.com , pois somos a maior empresa no mundo em equipamentos e sistemas de iluminacao natural, tao importante nos projetos atuais.
    Bom trabalho e mais uma vez, parabens.
    Atenciosamente,
    Pedro Ferrapontoff Neto
    Sunoptics Latin America

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