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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Iluminação de Piscinas








Sucesso em todos os Verões, as piscinas são sempre bem-vindas. Elas não são mais apenas um acessório no contexto geral da residência; com o desenvolvimento do segmento de paisagismo, tornaram-se um importante elemento visual na área externa de uma casa.
A escolha do tipo de iluminação deve levar em conta critérios decorativos, luminotécnicos, de segurança, economia de energia, baixa manutenção e custo.

O básico

Até pouco tempo, a iluminação de piscinas era feita através de lâmpadas do tipo "sealed beam"(conhecidas como lâmpadas de automóvel), adaptadas em grandes nichos normalmente feitos de cobre instalados durante a construção das paredes da piscina. A quantidade de luz era satisfatória, mas as desvantagens eram grandes. Eram comuns os casos de infiltração através do nicho. Além disso, quanto à luminária em si, as peças eram grandes, interferindo muito na arquitetura da piscina. Ocorria exudação do vidro e acumulo de água, degradação da borracha de vedação, quebra do vidro ( causando acidentes ), oxidação e formação de manchas verdes de zinabre (que escorre pelas paredes), parafusos emperrados, dificuldade de manutenção subaquática (exigindo esvaziamento da piscina), queima constante de lâmpadas e alto risco de choque.

O "up grade" deste tipo de iluminação foram as luminárias para lâmpadas halógenas do tipo dicróicas, igualmente instaladas em nichos metálicos ou termoplásicos que melhoram sensivelmente o aspecto visual. Esta é a solução adotada mais comumente, principalmente pela questão de custo inicial, embora o consumo de energia seja elevado. É o que chamamos de "o básico" em iluminação de piscinas.

FIBRA ÓTICA

Com o surgimento da fibra ótica para aplicação em iluminação de piscinas, além de uma série de vantagens quanto à segurança, a possibilidade do uso de cor tornou-se "sonho de consumo" de muitos clientes, embora a iluminação "branca", funcional, também faça "parte do pacote".
Seu principal ponto a favor é a inexistência do risco de choque , pois não há eletricidade em contato com a àgua. A lâmpada fica à distância. Ter a fonte de luz à distância significa, também, que não há esvaziamento da piscina para troca de lâmpada.. A distribuição de luz com este tipo de tecnologia é bem mais homogênea e os pontos de luz tem dimensões bem pequenas, não interferindo negativamente na arquitetura.
A desvantagem é o custo inicial. Este tipo de iluminação é bem mais caro que o "básico", no que diz respeito à aquisição e instalação do sistema. Em contra partida, o custo operacional é baixo devida à baixa manutenção e economia de energia elétrica.

A iluminação com fibra ótica pode se dar em dois tipos de sistemas - perimetral ou através de spots - com finalidades diferentes. Ambos possuem efeitos de troca de cores opcionais, com possibilidade de "congelamento"em uma determinada cor.

O sistema perimetral utiliza um tipo de fibra ótica chamado sidelight, que tem emissão de luz lateral, ou seja, a luz é emitida ao longo de todo o comprimento da fibra. Sua finalidade é realçar o perímetro da piscina, quando colocado em sua borda. É indicado, normalmente . para efeito decorativo, em piscinas já construídas.

O sistema com spots é feito com cabos de fibra ótica pontuais, ou seja, a fibra conduz luz por toda a sua extensão, mas a emissão só se dá na ponta. As fibras são acopladas a spots instalados nas paredes laterais da piscina. É um sistema recomendado para piscinas em construção ou reforma, em que se pode prever a passagem da tubulação necessária. A fibra mais recomendada é a multifilamentos, que possui mais flexibilidade e durabilidade que as antigas fibras maciças.

No caso de iluminação por fibra ótica, o iluminador-fonte de luz-é instalado distante da piscina. A fonte é composta de uma única lâmpada, sendo a de vapor metálico o tipo mais recomendado. Na frente da lâmpada é colocado um disco com filtros de cor.

O bom resultado da iluminação com fibra ótica em piscinas depende diretamente de dois fatores: a qualidade dos materiais fornecidos- incluindo iluminador, fibras e spots de acabamento- e de um bom suporte ao projeto por parte do fornecedor.

LED

A tecnologia de LEDS vem abrindo espaço neste campo subaquático. Spots são instalados nas paredes laterais da piscina. Para que haja a possibilidade de troca de cor é preciso que a luminária seja específica para tal ( equipamentos com Leds em tricomia-fusão aditiva RGB-ligados a controladores do tipo colormix).

A vida útil de 50.000 a 100.000 horas é o ponto mais forte dos LEDS - uma vez corretamente instalada a luminária, não há necessidade de troca de fonte de luz por anos. Outra vantagem é que praticamente não há liberação de calor ( o calor liberado não é dissipado pelo feixe de luz).

Quanto às desvantagens, assim como a fibra ótica , custo é o primeiro da lista. No caso de LEDS de baixa potência é preciso um número maior de pontos luminosos e os de alta potência tem um custo ainda mais alto.
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Independente do sistema adotado para iluminação de piscinas, atualmente ainda se pode combiná-los ao recurso de automação. Com um controle remoto pode ser acionado todo um sistema.
Entre as necessidades básicas para a boa iluminação, com qualquer uma das tecnologias citadas, está a cor do azulejo usado no interior da piscina. Um revestimento de cor clara auxilia na iluminação. O azulejo muito escuro absorve parte da luz, tornando o resultado decepcionante.


Fonte: Lume Arquitetura

Um comentário:

  1. Com a iluminação certa a piscina certamente se torna o centro das atenções com o cair da noite. Não iluminar uma piscina é um desperdício de beleza.

    A união da beleza da iluminação com a tecnologia nos leva inevitavelmente aos produtos LED.

    Para os melhores produtos LED para piscinas, SPAs e fontes, consulte a Ecopyre.

    11 30211493

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